Gotejamento
pós-nasal, sintoma da rinite e sinusite, é a principal causa de tosse
crônica
Segundo
pesquisadores, não se deve subestimar o problema.
Agência
Notisa – A
tosse acontece quando ocorre a expulsão subida de ar dos pulmões, produzindo um
ruído explosivo. Esse fenômeno é um mecanismo eficaz de defesa para evitar a
entrada de material estranho nas vias aéreas e para remover partículas não
gasosas da árvore respiratória. Já a tosse crônica é aquela que persiste no
período mínimo de três semanas. De acordo com pesquisadores da Universidade do
Estado do Pará e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estas podem ser
causadas por três grupos de doenças: as otorrinolaringopatias, pneumopatias e
psicogênicas.Dos três grupos, as doenças otorrinolaringológicas são as que mais provocam tosse crônica e, por isso, o grupo resolveu investigá-las. O estudo “Tosse crônica na rotina otorrinolaringológica”, foi publicado em junho nos Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, e tem como autor principal o médico Francisco Xavier Palheta Neto, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial.
O estudo explica
que a ocorrência da tosse nas vias aéreas superiores geralmente está associada a
uma reação inflamatória, por estímulo de receptores sensitivos dessas áreas, ou
estímulo mecânico. Segundo os autores, o gotejamento pós-nasal (aquela sensação
de escorrimento de secreção pela parte de trás do nariz), presente em duas
doenças muito comuns: rinites e sinusites, é a causa mais frequente de tosse
crônica nos adultos de todas as idades e a segunda nas
crianças.
Outra importante
causa desse tipo de tosse, segundo eles, é a doença do refluxo gastroesofágico.
“Essa tosse geralmente é de caráter seca, precedida de alimentação, podendo
ocorrer a qualquer hora do dia, mas principalmente à noite, quando o paciente se
encontra em decúbito dorsal horizontal (deitado com o abdome para cima)”,
explicam os autores no artigo.
No estudo, eles
citam vários outros problemas de saúde que podem provocar a tosse crônica, como
laringites, neoplasias de glândulas salivares, distúrbios de motricidade,
persistência de irritação laríngea, parasitoses e lesões por inalação de
produtos tóxicos.
Frente ao grande
número de causas possíveis para a tosse crônica, os pesquisadores alertam para a
importância de não subestimar este sintoma. Segundo eles, diante de uma tosse
crônica, deve-se sempre procurar um otorrinolaringologista, para que haja o
aperfeiçoamento do tratamento, e melhora do prognóstico, minimizando o estigma
social e trazendo qualidade de vida.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo
científico)
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